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sábado, 28 de julho de 2012

Bonecas de porcelana

Marta tem 23 anos e esta estudando, em sua curta idade tem apartamento em São Paulo.Ela não sai com homens, nem aceita presentes

é tudo culpa do maldito Carlos.

Marta vem arrastando a desilusão de que o homem que amou, a deixou e se foi...No mesmo dia do seu casamento.

Nilda tem a mesma idade e é um pouco mais louca, gosta de usar cabelo curto, e roupa de homem na moda. Nilda vem arrastando a desilusão do papai que à expulsou de casa e marcou sua vida.

E assim vivem 2 mulheres gritando ao céu e dizendo seu amor ser eterno.

Por mais que a sociedade discrimine um amor de bonecas de porcelana.

Duas mulheres que são uma, são uma em duas. São 4 seios que se amam na mesma cama um amor que é proibido, mas em fim é amor.

E caminham de mãos dadas para a faculdade.

O que dirá papai se vier a saber? Que sua donzela já não quer mais voltar a se apaixonar por nenhum cara e que agora só quer beijar meninas.

Com sua amiga, com quem brincou de bonecas, hoje ela faz muito mais.

E o que dirá sua mamãe que nunca a escutou é mais forte a dor.Procurar o culpado já não é mais o caso. Não há quem encontre pecado nessa relação pois o sofrimento já às redimiu, não há sorriso visível em tanta escuridão, não se pode falar de amor sem ter felicidade, não há razão alguma para maltratar  quem te deu amor, sem por medidas.

Duas amigas...Que brincava de bonecas sentia a mesma carência e hoje elas se completam.

 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Seja Feliz Sempre!




“Eu não quero ter razão… eu quero é ser Feliz!”*




Uma vez li essa frase não sei onde e nunca mais esqueci…
Hoje sei que a felicidade passa bem longe de ter razão e que muitas vezes nos perdemos nessa busca por ter razão e por convencer ao ...outro de que estamos certos…
Se sabemos usar bem o monte de palavras disponíveis somos mesmo capazes de convencer ao outro de que temos razão e pode ser que isso nos dê até um sentimento de ter ganho alguma coisa. Mas nunca a felicidade. Se ao provar que temos razão estamos defendendo um ponto de vista fixo pra fugir de buscar em um nível mais profundo o porquê de estarmos passando por aquilo.
Muitas vezes essa razão que só se baseia em um jogo de palavras na verdade está tentando esconder um medo grande que temos de entrar em contato com aquilo que verdadeiramente somos.
Quantas pessoas eu vejo se relacionando em um nível tão superficial que ficam o tempo todo procurando provar que têm razão como se isso garantisse a felicidade e perdem um tempo enorme e muita energia nesse nível ao invés de buscar dentro delas os motivos que estão gerando aquele possível conflito.
Quando nossas palavras são baseadas em um sentimento verdadeiro elas ganham uma força que nem precisamos de muitas pra que as pessoas sintam nossa intenção.
Sempre podemos escolher em que nível vamos nos relacionar com o outro – que na verdade está refletindo o nível em que temos coragem de nos relacionar com a gente mesmo.
Se vamos ficar no nível de ter razão ou no nível de ser feliz.
Se escolhermos o nível de ser feliz, vamos ter que correr o risco de nos mostrarmos por inteiro e vamos usar aquelas oportunidades onde antes buscávamos provar que tínhamos razão para olhar pra dentro e buscar nas nossas cavernas mais profundas o porquê de estarmos passando por aquilo e o que podemos fazer.
Esse fazer não implica em mudar o outro, só o outro que está dentro de você porque na verdade o outro está só espelhando uma parte sua que você não consegue enxergar e que às vezes passa tempos teimando que não tem aquilo.
Ao sair da atitude de defender um ponto de vista fixo e nos permitirmos ir além de ter razão, vamos enfim encontrar uma riqueza infinita de possibilidades de nos conhecermos naquilo que procuramos esconder.
É muito mágico você deixar de lado o ter razão pra buscar dentro de você as causas que geram aquele conflito e nessa busca você encontra muito mais do que o gosto amargo da vitória que pode conseguir por defender pontos de vista fixos.
Você encontra você mesmo em nuances tão interessantes e expressivas que essas partes que você conquista de você fazem com que tudo mude ao seu redor e a partir daí você vê que não precisa ter razão, porque você tem certeza que pode ser feliz sem precisar provar nada pra ninguém, só sendo o que você é.



todo mundo quer amar

Sabe aquele cara, que diz que não tem tempo pro amor, que quer se focar nos estudos, trabalho, ou atividade física, e que tem preferido ficar sozinho? Ele quer se apaixonar. Desesperadamente. Sem culpa, dó, dor ou remorso. Quer alguém que o faça perder o sono, cair nas horas, e sonhar acordado. Que mude a sua existência, marque e fique. Nem que seja temporariamente, que entre pra sua história pessoal. Pro acervo da memória, resguardada, íntima e interna. Não só ele, assim com...o o menino que vai pra festa, e pega várias. Ou aquele seu amigo que tem uma agenda telefônica imensa, e uma solidão que quase pula pra fora, no peito. Se vangloria de ter levado um número grande de garotas pra cama (quando deveria é agradecer, de não ter pego nenhuma DST - ainda.) Todos querem é cair de amores. Não me contradigam: é verdade. Até o mais canalha dentre todos os cafajestes que já apareceram na sua vida. Pode apostar. Quando vai dormir, pensa em ter alguém pra fazer um cafuné quando ele bate o carro, está se gripando ou o dia fica pesado. Alguém com quem possa viajar, curtir um som em paz, e dormir com cumplicidade. Acordar, e saber que está ali - por ele, para ele. Querer ao seu lado com urgência, paixão. Ligar a qualquer hora para dizer: ei, como foi o seu dia? Porque ele realmente se importa, e quer saber. E não para cumprir tabela, e largar fora depois, feito cotonete usado. Contar suas histórias, seus dilemas, sabendo escutar com ouvido atento tudo que lhe é dito; tamanha fome de informação, sem detalhes perdidos pelo caminho. Um pouco de ciúme, que é pra apimentar periodicamente. Mistério, para que se vá descobrindo aos poucos, e encantando-se ainda mais. Alguém que apareça, e faça mudar de idéia e princípios, teoremas. Cometer loucuras, furtivas e inesquecíveis. Mesmo que amanhã tenha que acordar cedo e as tarefas sejam muitas. Que ainda seja cedo para pensar no futuro. Sentir é que é o ápice. E não é atrás disso que todos estamos, sempre? Aquele brilho no olho, que conta muito mais do que qualquer convite rebuscado, cheio de estilo. Um sorriso tímido, que feito figurinha, cola no inconsciente, e visitamos, sempre que queremos um minuto de paz. Dois corações acelerados, na mesma frequência exata, sem querer saber do resto do mundo, de nada. Ter em quem pensar, quando os comerciais românticos aparecem, ou a pegação fica mais forte nas cenas que a televisão reproduz. Uma mão que te toque sem maldade, malícia ou posse: apenas amor. Vejam vocês, amor. Primeiro uma paixão que incendeia, e abrandada, vai ficando, e tornando a ficar, marcando a ferro e fogo, iniciais e letras, lá dentro, fundo. Love is all you need. É mesmo! Como num sonho bonito que sonhamos, mas muito melhor: sem beliscão pra acordar, e sim duas bocas que se sentem, pele com pele que se tocam. E é disso que estamos atrás. Tanto eu, como você. E o caminhoneiro, que assobia a cada bundinha redonda que vê passar pelas ruas. Aquele executivo, terno bem passado e gratava no lugar, e seu casamento de fachada. O seu amigo que coleciona calcinhas que cada par de pernas abertas que explorou, e também aquele moço que diz não querer o amor, nem nada que lhe tire o foco, a atenção. Mentira dele. Todos queremos escutar sininhos e sinetas, ver pássaros azuis, e anjos. Ir até o outro lado do mundo, se preciso. Ninguém está fechado para balanço, porque quando o tal amor entra em jogo, tudo se abre, sem revisão e dúvida alguma. O que não admitimos é perder tempo com aquilo que não nos faz ter o mínimo de decência e consideração - e que seja muito mais que apenas tesão.